Note que essa medida também é válida para imagens e vídeos. Pode ter, por exemplo, uma figura de 300 x 250 pixels ou um filme de 720 x 405 pixels.
Já sabe que os pixels são a menor informação que uma tela pode exibir. A não ser que esteja ler este texto em papel, numa tela talvez consiga distinguir os pixeis. Se aproximar bem os olhos do monitor ou do dispositivo móvel com o qual estiver a utilizar para visualizar esta página. Mas, por que não há uma medida fixa para definir os pixels?
Porque o tamanho dos pixels não é, necessariamente, igual em todos os dispositivos. Pode-se ter duas telas de 20 polegadas, por exemplo, mas uma suporta resolução de até 1600 x 900 pixels; a outra, apesar de ter as mesmas dimensões físicas, conta com resolução máxima de 1366 x 768 pixels. Se tentar exibir uma resolução maior que a suportada, o dispositivo não funcionará corretamente.
Cada pixel suporta uma cor, ou seja, uma informação. Logo, quanto mais pixels houver, mais detalhada e rica será a imagem, pois mais informações a tela poderá exibir. Portanto, o monitor do exemplo que possui 1600 x 900 pixels pode ser considerado melhor que o segundo para determinadas aplicações.
A imagem abaixo é um exemplo que compara a mesma imagem em resoluções diferentes. A foto da direita, que possui 300 x 225 pixels, é exibida de maneira mais detalhada que a figura à esquerda, que conta com 160 x 120 pixels.
A foto da direita tem resolução maior
Densidade de pixels (PPI)
Tudo bem que as telas podem ser compatíveis com resoluções diferentes, mesmo assim, não é estranho que um monitor de 20 polegadas suporte resolução máxima de 1366 x 768 pixels e um Apple iPhone XR, por exemplo, consiga fazer 1792 por 828 pixels cabendo dentro de uma tela de 6,1 polegadas? Considerando as devidas proporções, essa diferença não deveria ser muito maior?
O que acontece é que, com a evolução da tecnologia, as telas atuais passaram a suportar resoluções cada vez maiores, mesmo tendo dimensões reduzidas. É como se o pixel tivesse ficado tão pequeno a ponto de ser (quase) impossível distingui-lo com os olhos.
No caso do iPhone e outros produtos da Apple, esse feito deve-se a uma tecnologia que a empresa chamada comercialmente de Retina. Trata-se de uma técnica que permite a obtenção de pixels tão pequenos (78 micrômetros no iPhone 4 e 86 no iPad 3, por exemplo) que o efeito obtido equivale à existência de quatro pixels onde antes havia um só.

À esquerda, uma tela convencional; à direita, uma tela com Retina (Imagem original por Mashable)
Esse dinamismo faz a definição de um pixel como sendo a menor informação exibida em uma tela perder um pouco de sentido, especialmente em dispositivos móveis: mais do que a resolução em si, a noção de qualidade passa a considerar o quão difícil é distinguir os pontos na tela.
Para tanto, convencionou-se considerar a densidade de pixels. Isso é feito por meio da medida PPI, sigla para Pixel Per Inch ou, em bom português, Pixels Por Polegada.
Quanto maior o PPI, melhor a qualidade da tela: se há mais pontos, mas as dimensões físicas não mudam, pode-se então incluir mais detalhes ali.
Tal aspeto até pode não fazer muita diferença em telas grandes, como as das TVs, mas tem bastante relevância em portáteis (laptops), tablets e smartphones, uma vez que utilizamos esses dispositivos de maneira muita mais próxima aos olhos. O já mencionado iPhone XR, por exemplo, tem tela com 326 PPI.
É importante não confundir PPI com DPI (Dots Per Inch ou Pontos Por Polegada). Esta última medida é semelhante, mas é comum utilizada em tarefas de impressão.
Aspect ratio (ou proporção de tela)
Há outra característica deveras importante relacionada às telas: a proporção que determina quão largas estas são. Algumas telas têm formato mais “quadrado”, embora não o sejam de fato. Outras são mais “esticadas”, remetendo aos telões dos cinemas.
Como esse fator pode influenciar na visualização de imagens, vídeos e até mesmo nas resoluções, a indústria trabalha com padrões pré-determinados de formatos: o aspect ratio ou proporção de tela.
Até pouco tempo atrás, especialmente na época dos televisores e monitores CRT (Tubos de Raios Catódicos), o mais comum era o formato 4:3. Isso significa que, para cada quatro partes iguais de largura, a tela possui outras três de mesma proporção na altura. Dividindo esse número, temos 1,33, assim, esse resultado também pode ser utilizado para descrever o formato, embora não seja habitual.
Um dos padrões de aspect ratio mais comuns é o 16:9: repetindo a fórmula, para cada 16 partes iguais na largura, há outras 9 de mesmo tamanho na altura.
Esse é um formato panorâmico, ou seja, widescreen, e se tornou muito comum no mercado em monitores e TVs. Mas há outros, embora a maioria seja pouco utilizada:
- 3:2
- 4:3
- 5:4
- 14:9
- 16:9
- 16:10 (ou 8:5)
- 17:9
- 21:9

Monitores com aspect ratio de 4:3, 16:9 e 21:9 (Imagens originais por LG)
Perceba que o aspect ratio precisa combinar com a resolução. Uma tela de 4:3, por exemplo, não será preenchida adequadamente se trabalhar com 1600 x 900 pixels.
Ah, é claro: fabricantes também costumam informar a proporção de tela de smartphones e tablets. Essa é uma forma de indicar se determinado modelo tem display mais “alongado” ou “achatado”.
Padrões de resoluções
A indústria também se viu na obrigação de adotar padrões de resoluções. Entre outras razões, isso se deve ao uso desse aspecto para indicar a qualidade de imagem: em tese, quanto maior a resolução, melhor a qualidade.
É neste ponto que entram em cena denominações como full HD e 4K. O que esses termos querem dizer, já que eles não informam explicitamente qual a resolução da tela?
Para que se possa compreender, as principais resoluções são explicadas nos tópicos a seguir, uma a uma.
Resolução VGA e variações: QVGA, HVGA, WVGA, FWVGA e mais
VGA (Video Graphics Array) é um padrão de saída de vídeo criado nos anos 1980. Foi o principal formato do tipo no mercado por muito tempo, até perder espaço progressivamente para padrões mais sofisticados, como DVI e HDMI.
Uma das várias características desse padrão é o uso da resolução de 640 x 480 pixels, razão pela qual essa combinação ficou conhecida como resolução VGA.
A partir dos anos 2000, começaram a surgir telefones e outros dispositivos móveis cujas telas tinham o VGA apenas como uma referência e, assim, utilizavam resoluções consideradas variações.
Uma delas é a QVGA (Quarter VGA), que possui 320 x 240 pixels. Um dos dispositivos baseados nesta resolução é o smartphone Sony Xperia X10 mini. Uma variante desta é a WQVGA (Wide QVGA), que conta com largura maior, mas mantém a altura: 400 x 240 pixels.

VGA versus QVGA
Para adaptação a determinados dispositivos, do VGA em si também saíram versões “alargadas”. Uma delas é a WVGA (Wide WVGA), que conta com 800 x 480 pixels e foi utilizada, por exemplo, nos aparelhos Google Nexus One e Samsung Galaxy S.
Outra é a FWVGA (full Wide VGA), que expressa a resolução de 854 x 480 pixels e foi utilizada no smartphone Motorola Droid, por exemplo.
Neste ponto, é conveniente lembrar que todas essas resoluções costumam ter pequenas variações para se adequar ao aspect ratio de um dispositivo. O WVGA, por exemplo, pode possuir 720 x 480 pixels para se adequar a uma tela com proporção 16:10.
A lista abaixo mostra um resumo das resoluções VGA, incluindo algumas variações ainda não mencionadas. Não se assuste com a quantidade, tampouco se preocupe em decorá-las. A maioria é pouco utilizada, portanto, basta consultar páginas como esta para saber a resolução que cada uma representa:
- VGA: 640 x 480 pixels;
- WVGA: 800 x 480 pixels;
- FWVGA: 854 x 480 pixels;
- QVGA: 320 x 240 pixels;
- QQVGA: 160 x 120 pixels;
- HQVGA: 240 x 160 pixels;
- WQVGA: 400 x 240 pixels;
- HVGA: 480 x 320 pixels;
- WVGA: 800 x 480 pixels;
- SVGA / Super VGA: 800 x 600 pixels;
- DVGA: 960 x 640 pixels;
- WSVGA: 1024 x 600 pixels.
Resolução XGA e semelhantes: WXGA, SXGA, UXGA e mais
O XGA (Extended Graphics Array) surgiu na década de 1990 como complemento às especificações do VGA e do Super VGA. No que diz respeito às resoluções, esse padrão era usado para indicar a combinação de 1024 x 768 pixels que, por muito tempo, foi comum em telas no formato 4:3.
Aqui também há variações mais “alargadas” e devidamente chamadas de WXGA (Wide XGA). O nome pode se referir a pelo menos seis resoluções:
- 1152 x 768 pixels;
- 1280 x 720 pixels;
- 1280 x 768 pixels;
- 1280 x 800 pixels;
- 1360 x 768 pixels;
- 1366 x 768 pixels.
O Google Nexus 4 é um exemplo de smartphone que usa uma resolução WXGA, no caso, a combinação de 1280 x 768 pixels.

O Nexus 4 tem tela com 1280 x 768 pixels (Imagem original por LG)
Há ainda uma versão denominada XGA+ que representa as resoluções de 1152 x 900 e 1152 x 864 pixels.
A seguir, um resumo com todas (ou quase todas) as variações do XGA. Novamente, não se preocupe em decorá-las:
- XGA: 1024 x 768 pixels;
- WXGA: de 1152 x 768 a 1366 x 768 pixels;
- XGA+: 1152 x 900 e 1152 x 864 pixels;
- WXGA+: 1440 x 900 pixels (há divergências quanto à existência desta resolução);
- SXGA: 1280 x 1024 pixels;
- SXGA+: 1400 x 1050 pixels;
- WSWGA+: 1680 x 1050 pixels;
- UXGA: 1600 x 1200 pixels;
- WUXGA: 1920 x 1200 pixels;
- QWXGA: 2048 x 1152 pixels;
- QXGA: 2048 x 1536 pixels;
- WQXGA: 2560 x 1600 pixels.
Aqui, convém citar que, de certa forma, as resoluções que possuem 720 pixels ou mais podem ser consideradas High Definition (Alta Definição). Você entenderá o porquê nos próximos tópicos. Antes disso, é válido conhecer as variações de “altíssima definição” do XGA:
- QSXGA: 2560 x 2048 pixels;
- WQSXGA: 3200 x 2048 pixels;
- QUXGA: 3200 x 2400 pixels;
- WQUXGA: 3840 x 2400 pixels;
- HXGA: 4096 x 3072 pixels;
- WHXGA: 5120 x 3200 pixels;
- HSXGA: 5120 x 4096 pixels;
- WHSXGA: 6400 x 4096 pixels;
- HUXGA: 6400 x 4800 pixels;
- WHUXGA: 7680 x 4800 pixels (ufa!).
Resolução HD (720p)
Diante do advento dos dispositivos móveis com telas sofisticadas e de TVs LCD, LED, OLED e afins cada vez maiores, o mercado adotou uma resolução padrão, não só para diminuir os problemas na exibição de conteúdo nesses dispositivos como também para apresentar um apelo fortemente comercial. É daí que surge o que conhecemos como resolução HD, sigla para High Definition (Alta Definição).
O HD faz referência à resolução de 1280 x 720 pixels que, por sua vez, combina com telas widescreen (frequentemente, em formato 16:9). Em geral, as imagens que respeitam essa resolução apresentam qualidade bastante satisfatória.
O HD se tornou, de fato, uma referência no mercado, podendo ser encontrado em TVs de custo baixo e intermediário, assim como em smartphones e tablets. Só é preciso tomar cuidado para não confundi-la com suas variações, como o nHD, que possui 640 x 360 pixels, e o qHD, que conta com 960 x 540 pixels.
720p e 720i
Outro fator que resultou no surgimento da resolução HD é o padrão HDTV (High-Definition Television ou, TV de Alta Definição), que determina um conjunto de parâmetros para substituir sistemas de televisão tradicionais, como NTSC e PAL. Entre esses critérios está a associação da resolução de 1280 x 720 pixels com o aspect ratio de 16:9.
A essa altura, talvez você já tenha entendido: o termo 720p, que é muito utilizado, também é uma denominação que indica a resolução HD, isto é, de 1280 x 720 pixels. Mas, de onde é que saiu essa letra ‘p’?
Os olhos humanos não percebem, mas o conteúdo da TV é atualizado várias vezes por segundo. Esse processo é chamado de Refresh Rate ou Taxa de Atualização e, normalmente, é medido em Hz (Hertz). Uma TV com 60 Hz, por exemplo, renova suas imagens 60 vezes por segundo. Teoricamente, quando maior esse número, mais “confortável” aos olhos é a exibição da imagem na tela.
É daqui que vem o ‘p’. A letra faz referência à técnica de Progressive Scan (Varredura Progressiva), que também é um dos parâmetros da HDTV. O termo indica que a atualização da tela acontece em todas as linhas desta, de cima para baixo, ou seja, todo o conteúdo exibido é renovado em uma etapa só.
Pode parecer um processo óbvio, mas sistemas de TV mais antigos utilizam o Interlaced Scan (Varredura Entrelaçada), abordagem em que a atualização acontece de maneira semelhante, mas primeiro as linhas pares são atualizadas, depois as linhas ímpares, em um esquema do tipo “linha sim, linha não”.

Interlaced scan: primeiro um grupo de linhas, depois o outro
O Interlaced Scan é representado pela letra ‘i’, portanto, pode existir também o padrão 720i. Mas, não há registro de uso oficial desse termo, até porque a tecnologia atual suporta 720p mesmo nos dispositivos mais simples, não havendo razão para a adoção do modo entrelaçado.
Vale destacar que os padrões que não alcançam as especificações HDTV costumam se enquadrar nas características do SDTV (Standard-Definition TeleVision). As suas resoluções mais comuns são 704 (ou 720) x 576 pixels e 704 (ou 720) x 480 pixels.
Resolução full HD (1080p)
Se o HD já resulta em imagens muito boas, o full HD aparece para oferecer uma experiência ainda mais enriquecedora. O termo, que também pode ser abreviado como FHD (embora essa sigla seja pouca usada), representa a resolução de 1920 x 1080 pixels, igualmente (ou mais) apropriada à proporção de 16:9.
Tal como o HD, o full HD ganhou forte apelo comercial, algo no estilo “o HD é bom, mas o full HD é bem melhor”. Equipamentos um pouco mais sofisticados são o alvo desse tipo de tela, como é o caso de smartphones premium ou high-end, além de monitores e TVs de diversos tamanhos, é claro.

TV full HD de 40 polegadas (Imagem original por Samsung)
1080p e 1080i
A resolução full HD também é reconhecida nas especificações da HDTV e, consequentemente, recebe uma denominação orientada à quantidade de linhas em Progressive Scan: 1080p. Assim, você já sabe que um dispositivo que ostenta esse nome em suas especificações é full HD.
Embora não sejam comuns, é possível encontrar ainda dispositivos 1080i: suas telas suportam a resolução full HD, mas com atualização em modo Interlaced Scan.

Selo full HD / 1080p
Resumo sobre HD e full HD
As resoluções HD e full HD tornaram-se referência no mercado, o que é bastante útil, afinal, esse aspecto reflete a padronização dos formatos de vídeos e imagens, assim como facilita a vida do consumidor, que não se perde no meio de tantas resoluções possíveis. Como mostra o resumo a seguir, as variações são poucas:
- HD (720p): 1280 x 720 pixels;
- nHD: 640 x 360 pixels;
- qHD: 960 x 540 pixels;
- full HD (FHD ou 1080p): 1920 x 1080 pixels;
- QHD (WQHD): 2560 x 1440 pixels.
Como a quantidade mínima de pixels na vertical para uma resolução ser considerada de alta definição é de 720, existe o entendimento de que qualquer valor acima disso é HD. A tela do já mencionado iPhone XR, por exemplo, tem resolução de 1792 x 828 pixels e é considerada HD.
HD+ e full HD+
Talvez você já tenha percebido que indústria adotou as nomenclaturas HD+ e full HD+, principalmente em celulares. E qual a diferença de HD para HD+ ou de full HD para full HD+?
De modo geral, fabricantes têm aumentado o tamanho das telas sem alterar de modo significativo as dimensões do aparelho como um todo. Isso é feito a partir da diminuição das bordas ao redor do visor e da implementação do notch, aquele entalhe ou “furo” na tela que abriga a câmera frontal.

Tela HD+ (1560×720 pixels) do Moto G8
Sobra espaço para mais pixels na tela, consequentemente. Pois bem, os fabricantes decidiram adotar os termos HD+ e full HD+ para destacar esse aspecto.
Com efeito, você pode encontrar smartphones com uma tela HD+ que corresponde a 1520 x 720 pixels, por exemplo, assim como um visor full HD+ que representa 2220 x 1080 pixels. A quantidade de pixels pode variar, mas sempre estará um pouco acima dos valores convencionais das resoluções HD e full HD por conta da maior disponibilidade de espaço na área frontal do celular.
Resolução 4K (UHD ou 2160p)
Ainda estamos apreciando nossos dispositivos full HD, mas a indústria não perdeu tempo e já tornou realidade um padrão superior — quatro vezes superior, na verdade: a resolução 4K, que representa a generosíssima combinação de 3840 x 2160 pixels.

TV 4K da linha Bravia (Imagem por Sony)
Também chamada de Ultra HD (UHD), a resolução 4K começou a ser padronizada em 2003, passando a ser usada para valer em meados de 2006, pelo cinema. Poucos anos depois, no entanto, já era possível encontrar telas UHD em televisões mais sofisticadas e que custavam alguns milhares de dólares.
É relativamente difícil encontrar uma tela 4K que tenha menos de 50 polegadas de tamanho. A razão é que, pelo menos até momento, somente equipamentos maiores conseguem aliar viabilidade técnica de construção e qualidade de imagem notoriamente superior.
É por isso que, embora smartphones com 4K já tenham sido desenvolvidos, muita gente vê a proposta com desconfiança: em telas pequenas, as diferenças entre full HD e 4K dificilmente podem ser notadas.
Tal como nos demais padrões, a resolução 4K também tem suas variações. A combinação de 3840 x 2160 pixels é tida como a principal porque é a resolução existente nas especificações do Ultra HD Television, também conhecido como UHDTV. Assim, também podemos utilizar uma denominação que faz referência à medida vertical com Progressive Scan: 2160p. Só que, ao contrário dos termos 720p e 1080p, o nome 2160p não é muito utilizado.
Outra resolução que também é representada pela sigla 4K (mas não pela UHDTV) é a de 4096 x 2160 pixels, que foi adotada oficialmente pela Digital Cinema Initiatives (DCI), entidade formada por grandes empresas da indústria cinematográfica para determinar padrões para o segmento.
De fato, é no cinema que a resolução de 4096 x 2160 pixels cumpre bem o seu papel, pois essa combinação é mais apropriada a telas ou projeções com aspect ratio de 17:9 existentes em salas mais modernas, enquanto que boa parte das TVs se prende à proporção de 16:9. Por causa dessa diferença, a resolução de 4096 x 2160 pixels também costuma ser chamada de DCI 4K.
A montagem abaixo dá uma boa noção da “generosidade” da resolução Ultra HD:

VGA versus full HD x 4K
Eis as suas principais variações:
- 4K (UHDTV ou QFHD): 3840 x 2160 pixels;
- 4K (Ultra Wide HDTV): 5120 x 2160 pixels;
- DCI 4K: 4096 x 2160, 4096 x 1716 (incomum) e 3996 x 2160 pixels (também incomum).
Por que a letra ‘K’ em 4K?
Assim como HD e full HD, o termo 4K não só faz referência a uma resolução como também tem forte apelo comercial. Mas, se o padrão também pode ser chamado de Ultra HD ou UHD, por que o 4K é a expressão mais usada?
Acontece que a letra ‘K’ é, no Sistema Internacional de Unidades, usada para representar o número 1.000. No Brasil essa medida não é muito comum, mas os Estados Unidos (e outros países) a utilizam bastante. Assim, se você tiver 2 mil ou 3 mil unidades de qualquer coisa, pode chamar essa quantia de 2K ou 3K, por exemplo.
Como a resolução horizontal do UHDTV é um número que se aproxima de 4.000 (e o supera, no caso do DCI), presume-se que a sigla 4K passou a ser usada para representá-la porque transmite uma noção mais clara de sua grandiosidade.
Aqui, vale observar que a existência do 4K não significa que o HD e o full HD ficarão delegados ao passado, pelo menos não por um bom tempo. Esses padrões ainda apresentam qualidade satisfatória em celulares, tablets e televisores.
Além disso, o 4K conta com algumas desvantagens. Para começar, a quantidade de conteúdo nesse formato ainda é pequena, embora já haja filmes, transmissões de eventos esportivos e serviços como YouTube com suporte ao UHD.
Outra possível desvantagem é que transmissões 4K exigem conexões à internet extremamente rápidas, o que ainda não é realidade para muita gente, mesmo em países desenvolvidos.
Resolução 2K
Do ponto de vista comercial, pulamos do full HD direto para o 4K, mas há um intermediário aqui: a resolução 2K. Só não é muito comum encontrar dispositivos que ostentem um selo com esse nome.
A principal razão para isso é que o 2K faz referência à resolução de 2048 x 1080 pixels. Como essa combinação é apenas pouco maior que o full HD (1920 x 1080), para a indústria é mais interessante partir direto para o 4K.
Aqui também há variações:
- 2K: 2048 x 1080 pixels;
- DCI 2K: 2048 x 858 ou 1998 x 1080 pixels.
Resolução 5K
No segundo semestre de 2014, o mercado começou a ver a chegada de alguns poucos, mas interessantes produtos com resolução 5K. A linha de monitores de 27 polegadas UltraSharp, da Dell, é um exemplo.
A denominação 5K faz referência à resolução de 5120 x 2880 pixels (é um pouco maior que as combinações 4K, portanto) e pode trabalhar com telas de aspect ratio de 16:9 ou proporções próximas a esta.
Resolução 8K (FUHD ou 4320p)
Por apresentar imagens quatro vezes maiores que o full HD, a resolução 4K é espantosa o suficiente para não existir necessidade de nada ainda mais avançado, certo? A resolução 8K vem para provar que a resposta é “não”.
Podendo também ser chamada de full Ultra HD (FUHD) ou 8K UHD, a resolução 8K define uma combinação de 7680 x 4320 pixels, o que a torna 16 vezes maior que o full HD (relembrando, 1920 x 1080 pixels). Não entendeu como? Observe a ilustração a seguir:

Resolução 8K: 16 vezes maior que o full HD
elas 8K ainda estão sendo desenvolvidas, assim, há pouquíssimos equipamentos compatíveis com essa resolução. De todo modo, o formato pode abranger tanto telas de cinema quanto televisores. Não por menos, a resolução 8K também é reconhecida pelas especificações do UHDTV, o que lhe confere o nome 4320p.
Aqui — adivinhe — também há variações nas resoluções, mas cada uma delas está diretamente ligada a um aspect ratio diferente:
- 7680 x 4320 pixels: 16:9;
- 8192 x 4320 pixels: 17:9;
- 8192 x 5120 pixels: 16:10 (ou 8:5);
- 10080 x 4320 pixels: 21:9.
Há ainda uma resolução inusitada chamada de 8K fulldome que apresenta 8192 x 8192 pixels. Seu uso é direcionado a equipamentos de projeção utilizados em planetários, por exemplo.
Uma das empresas que apostam no 8K é a japonesa NHK, que chama a resolução de Super Hi-Vision (SHV). Os desafios para a sua implementação são realmente grandes: atualmente, os benefícios de uma resolução tão alta só aparecem em TVs com mais de 60 polegadas.
Finalizando
No meio de tantas resoluções, você pode estar se pergutando: qual é a melhor? Depende. Para quem vai comprar uma TV, já há vasto conteúdo oferecido em HD ou mesmo em full HD a partir de Blu-ray ou serviços online como Netflix.
Felizmente, a grande maioria dos televisores atuais trabalham com essas resoluções. Também já há muitos equipamentos compatíveis com 4K. Hoje, é fácil até encontrar celulares que filmam nessa resolução.
Para smartphones, a situação é bem mais amena: na maioria das vezes, uma resolução baseada em algum padrão HD ou full HD dá conta do recado.
De modo geral, a dica é esta: analise todos os fatores que levam à melhor relação custo-benefício para as sua necessidades. No cenário atual, nem sempre as resoluções mais sofiscadas se encaixam nesse contexto.
Você pode saber mais sobre o assunto nos links que serviram de referência para este texto:
Fonte: https://www.infowester.com/resolucoes.php